Postado Por : Emerson Wendt domingo, 27 de março de 2011

Por Paulo Cesar Coelho*

As atividades de inteligência que vão desde a inteligência militar, policial, estratégica, financeira, e empresarial ou competitiva, são por si só, um dos instrumentos mais estratégicos que a direção de um Estado ou de uma empresa tem em seu rol de atividades assessoriais.

Pela sua natureza a inteligência é o instrumento que apresenta o rol de cenários, sempre buscando o menos crítico, para a tomada de decisões do dirigente ou Chefe de Estado.

A globalização, a necessidade dos países em garantir seus mercados, produtor e consumidor, o estabelecimento de novos blocos econômicos, as redes terroristas, a espionagem promovida pelas empresas transnacionais, à dependência da alta tecnologia, e outras diversas ameaças globais, são a mola mestra na concepção dos valores de ações da Inteligência Estratégica.

Assim a atividade de inteligência, seja ela Estatal ou não, possui a responsabilidade de produzir informações estratégicas para a tomada de decisões, através de uma estrutura de coleta, análise e distribuição dessas informações relativas a todo o processo decisório.

A Inteligência estatal hoje, no âmbito estratégico envolve diversas áreas. Ela atua sobre temas globais, como por exemplo, o narcotráfico, o tráfico de armas, as questões ambientais e o terrorismo.

Já a inteligência estratégica empresarial busca antecipar e reagir rapidamente às mudanças do ambiente corporativo, através da identificação de oportunidades ou ameaças, com a redução dos riscos, suporte a comercialização e melhoria da competitividade.

A Inteligência, no universo das empresas, beneficiou-se grandemente das práticas e conhecimentos da Inteligência estatal. Muitos dos pioneiros da comunidade de inteligência empresarial, em todos os países, são originários das várias organizações governamentais que atuam neste mister.

A Inteligência Estratégica deve conferir aos estrategistas estatais e corporativos as condições necessárias de atuar nas diversas variáveis, objetivando alterações e modificação de meios, os quais possam permitir a construção do futuro e a realização das metas visualizadas.

Entre as medidas fundamentais para a garantia da segurança estatal e/ou corporativa encontram-se na manutenção de um sistema de Inteligência estratégico eficiente e eficaz, capaz de assessorar o processo decisório e garantir a preservação do Estado, da sociedade e das empresas contra ameaças reais ou eventualmente potenciais.

Um dos grandes desafios da atividade de Inteligência estratégica atual é provar que ela tem razão, que os perigos são reais e existem, e que ela possui um papel imprescindível dentro da estrutura de um Estado soberano, ou de uma organização empresarial.


*Paulo Cesar Coelho é Agente de Policia Federal – 1ª Classe – Lotado no Núcleo de Operações da Delegacia Regional Executiva da Superintendência Regional do Departamento de Policia Federal no Mato Grosso do Sul, Bacharel em Direito pela Universidade Gama Filho – RJ - Pós-graduando em Inteligência Estratégica pela Universidade Candido Mendes – POSEAD e Membro da ABRAIC – Associação Brasileira dos Analistas de Inteligência Competitiva – matricula 1955 - coelho.pcc@dpf.gov.br

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